Sempre penso no episódio de Jesus na casa de Lázaro. No cenário, Marta se parece com muitas de nós (donas de casa que procuram se esmerar em seu ofício), correndo de um lado para o outro, limpando, arrumando, cozinhando... Tudo fazendo para receber bem seu honrado visitante. Enquanto isso, sua irmã Maria, parece esquecida do mundo: sentada aos pés do Mestre, e reunida ao grande número de presentes, a jovem nada faz, a não ser ouvir atentamente o Mestre. Absorta, recebe as palavras de Jesus como se delas se alimentasse.
Ao observar a atitude da irmã, Marta se ira e pede que Jesus a repreenda. Mas a resposta do Senhor a surpreende:
_ Marta! Marta! Estás inquieta e afadigada com muitas coisas, mas SOMENTE UMA IMPORTA ...
Claro que Jesus não estava condenando o esmero de Marta. Estava apenas falando daquilo que tem VALOR ETERNO.
É maravilhoso e é Bênção de Deus podermos cuidar de nosso Lar, de nossa família!... É Bênção ter um trabalho, um meio de sermos produtivas e de podermos contribuir para o conforto material de nossa família.
Porém, O MAIS IMPORTANTE e O QUE VEM PRIMEIRO é o nosso relacionamento com Deus.
De todo o legado que podemos deixar quando sairmos de cenário, nada é mais importante que o exemplo de fé e obediência a Deus. De tudo o que podemos realizar e produzir, nada tem peso eterno, a não ser o que fazemos para o Reino em benefício daqueles que amamos e de tantos outros que são Alvo do amor de Deus.
Quero, nesse contexto, compartilhar o texto de Helena Tannure publicado no site http://tuagracamebasta.wordpress.com/
Na medida que meu trabalho secular vai sugando a minha vida,
a angustia só cresce dentro do meu coração.
O sentimento de que os melhores anos da minha vida
estão sendo gastos com o que não importa me confronta,
o desejo de viver e morrer por algo maior do que eu me consome vorazmente,
o medo de não deixar nada para as próximas gerações,
de não mudar nada,
de que o sistema tenha me engolido me assusta.
Tenho medo.
Medo de olhar para trás e me envergonhar,
medo de não deixar um legado,
medo de não ter motivos para dizer:
“Combati o bom combate.”

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