quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Beto, o garotinho egoísta

                 Beto era filho único. E era um menino chato!

                 Seus três primos Caio, Juca e Nena gostavam muito de visitá-lo. Mas o Beto era muito chato.

                 Sua mãe pedia:

_ Beto, deixe seus primos brincarem na cama elástica!

                O menino, zangado, respondia:

_ Não! Eles são muito pesados! Vão rasgar meu pula-pula!

               A mãe chamava:

_ Beto, fiz uma taça cheia do sorvete que você mais gosta! Vem com seus primos tomar sorvete! 

              E o Beto, de cara feia dizia:

_ Ah! não! Eles vão acabar com meu sorvete!

             Mesmo com todo o mal humor de Beto, as crianças se divertiam. Era uma correria pra lá e pra cá... Riam, conversavam, inventavam histórias e brincadeiras sem fim. E apesar de muito reclamar, Beto também se divertia tanto que nem percebia o fim do dia chegar.

             Sua tia se despedia da mãe de Beto e os primos iam embora dando um tchau animado.

             Certo dia, Beto perguntou à sua mãe:

_ Por que os primos nunca mais vieram, mamãe?

_ Eles foram embora para outra cidade, Beto. Estão morando muito longe. Sua tia não pode mais vir sempre aqui.

              Beto começou a achar muito chato brincar no pula-pula sozinho. E não achava mais divertido correr pelo quintal, pois não haviam mais as brincadeiras de bombeiros ou de caçadores que os primos inventavam... Até tomar sorvete sozinho parecia não ter graça.

              Beto, chorando, disse para sua mãe:

_ Eu quero meus primos de volta, mamãe! Não quero brincar sozinho.

             Sua mãe, respondeu com carinho:

_ Filho, quando seus primos vinham, você era grosseiro e egoísta. Não queria dividir seus brinquedos com eles e nem mesmo seu lanche...   

_ Sei mamãe. Mas eu aprendi a lição. Agora sei que mesmo as coisas boas, são legais de verdade quando compartilhamos! 

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Minha história de Amor

      Eu tinha dezesseis anos e morava com meus pais e mais quatro irmãos numa casa simples, numa cidadezinha de interior. Éramos pobres, mas eu me sentia feliz com a vida que tinha (à exceção dos problemas que tínhamos com o apreço que meu pai tinha pelo álcool, o que tornava imprevisível seu comportamento que poderia ser amigável ou extremamente violento). 
      Meu pai... O que dizer do meu pai...Eu o admirava, o respeitava, mas, às vezes, o detestava. 
    Sem dúvida, sempre foi um homem muito inteligente e trabalhador. Nunca o vi queixar-se de cansaço ou deixar de ir trabalhar por qualquer motivo. Nem mesmo por doença.Apesar do fato de muitas vezes beber até cair, nunca o fazia nos dias de trabalho, mas apenas nos finais de semana (o que fazia com que eu sentisse apreensão, tristeza e até dor estomacal nos sábados à tarde). 

      Acho que era mês de Junho. Naquela época, as festas juninas aconteciam mesmo em Junho. Eram as festividades que se dedicavam à santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Acho que era noite de Santo Antônio: o santo casamenteiro. E, aos dezesseis anos eu estava muito apaixonada pelo primeiro namorado. Não tinha certeza se queria me casar com ele, mas, já que estava apaixonada, e, o pior, havia entregado à ele minha virgindade, fiz um pedido... Não ao santo (já que eu era evangélica e não acreditava em santos). 
     Aquelas eram noites alegres, divertidas e, até mágicas. Os vizinhos se reuniam e construíam uma grande fogueira em volta da qual todos se aglomeravam para conversar, contar piadas, adivinhas, dançar e comer. As meninas brincavam juntas e faziam rituais para saber do futuro ou pedir ajuda amorosa ao santo. E lá estava eu, envolvida naquela magia, acreditei ter visto uma estrela cadente. E foi à ela que fiz o meu supersticioso pedido: "Quero me casar com ele!" Imediatamente, senti uma convicção. Era como se uma pessoa da qual não se poderia jamais duvidar, uma pessoa que tivesse toda a verdade me tivesse falado "NÃO! VOCÊ NÃO VAI SE CASAR COM ELE!" Incrivelmente, isso não me entristeceu... Era como se eu já soubesse que seria assim. Que ele não seria meu esposo.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

O QUE EU QUERO...

          Não importa o que eu quero (no meu casamento)...
          Deus sabe do que eu preciso (no meu casamento)!
          E a Sua vontade para mim é Boa, Perfeita e Agradável!
         
       
  E Ele me diz:
          "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."

Mateus 6:33